"O mundo gira, a vida muda, a fila anda..." Deise Batista

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

POSSIBILIDADE



Outros olhos
Outra boca
Outras mãos
Outros sonhos.
Novos ares
Novos gestos
Novos projetos.
Antigos preconceitos
Antigos medos.
Velhos dilemas
Velhos paradigmas.
Eu de novo
Esperança em punho
Cega no abismo.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sem peso...


Ah, o coração! A vida inteira bate, apanha e surpreende!!!

É impressionante a capacidade que o coração tem de nos enganar. Sim, enganar!
Coração é tudo, menos cauteloso.

Fácil de ferir, quebra com facilidade, infla-se de mágoas, amores, ódios...
"Coração...terra que ninguém anda".

Feliz, vejo meu coração absolutamente livre, limpo, renovado e sem peso!

Nunca imaginei ver meu coração sem o cinza do cimento que quase o enterrou,
E perceber a leveza do meu sorriso
Vindo diretamente dele
Alegra-me a alma.

Iniciar um novo ano com um coração livre de amarras, leve e solto
Faz de mim uma mulher com esperanças renovadas
Desejos refeitos
Novas expectativas 
E pele boa!

Quero novamente caminhar na areia, olhando o mar, sem pretensões
Estou pronta para vento nos cabelos
Gotas de chuva em forma de música, no telhado ou na janela.

E o melhor de tudo: a cada dia me sinto mais bonita
Nada torna uma mulher mais linda do que um coração novo
E o meu acaba de sair do forno, onde se perdeu por anos.

Mas, como todo cristal, quanto mais calor, mais beleza,
Mais adquire leveza!




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Posso dizer com todas as letras: sou uma vencedora...

...e o sorriso é de verdade!!!!
"Têmpera as deusas têm é têmpera
Pura magia e têmpera, pura energia e têmpera
Temperatura e paixão.

É que as mulheres sempre estão
É que as mulheres sempre dão
É que as mulheres sempre são, sempre serão
A chave do seu tempo, o charme de uma etapa
O tapa na acomodação
O vírus da alegria, o amor
E o nó da solidão

O brilho e a explosão da estrela
Alimentando corações...têmpera!

Têmpera mulheres têm é têmpera!
Pura energia e têmpera
Pura magia e têmpera
Têmpera!" 
                                                         -Gonzaguinha-



sábado, 18 de junho de 2011

Acalanto


Respiro aos poucos
O ar não completa.
Por dentro bombas
Pensamentos que explodem
Fora de controle.
Não estou onde queria
Não com quem gostaria
Impotente vejo os ares 
Carregando pra longe
O que eu queria ter tão perto...
Meu peito exposto 
Aberto
Meu rosto em susto
Incerto
Engole choro
Braços vazios
De olhos fechados
Desfaço as distâncias
E dou-te minha mão
Como se pudesse realmente estar
A abrir um sorriso pra te acalentar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

SMS


Te amo como a água que encontra calmamente o rio, deslizante e suave.
Te amo como a chuva que desce na agonia de encontrar a terra e dar de beber às flores.
Amo como pássaro pousado em galho verde repleto de vida e alimento.
Amo e amo tanto
Que me falta o ar, mesmo contra o vento.
Assim te amo; com calma e com pressa
Coração aos pulos, numa espera que não cessa...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A metade de mim...


Sem saber, a alma conta os minutos
O vento sopra mais quente
As nuvens passam mais lentas.

Sem saber, acelera o coração sem freio
Quando a imagem na lembrança fica sólida
E o sorriso brota de leve.

Você de longe está comigo o tempo todo
E de perto é parte de mim


Não há tempo pra adiar
Não tem como protelar
Quero você enquanto respirar.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Peles Vermelhas



Praia? Só se tiver ar-condicionado!
Um sol de derreter asfalto
Praia, no Rio, é sinônimo de horror.
Meu amarelo escritório, tom de pele escolhido
Deve durar até a morte.
Difícil entender o povo que lota carros
Pega trânsito
Briga por vaga pra estacionar
Perde a paciência e estaciona mesmo em local proibido
Pra depois ter que ir aos depósitos pagar multas altíssimas
E recuperar seus carros guinchados pela prefeitura.
É um prazer meio esquisito
Disputar palmos de areia pra enfiar um guarda sol
Ver milhares de corpos seminus, lambuzados de óleo
Areia grudada e suor.
Tudo isso misturado aos ambulantes de mate, biscoito, sanduba natural e pulseiras hippie.
Tem sempre um miserável que sacode a toalha, distribuindo areia
Nos olhos dos distraídos
Ou dois, jogando o infeliz frescobol
Que sempre acerta a doída bola na pele ardida de alguém.
Mas o melhor das praias no verão do Rio
São as águas vivas
E os milhares de daltônicos
Que nunca entendem o significado das bandeiras vermelhas.
Depois de torrados e moídos
O lugar apertado no carro já não é tão divertido
A pele ardida não suporta mais calor
Irradiando uma vermelhidão marcianamente absurda.
A dez por hora, segue o cortejo dos pele-vermelha
Engordando a fila dos tantos outros irritados que
Com a desculpa de aliviar o calor
Ignoram solenemente a lei seca
Comprando cerveja nos ambulantes, com seus isopores sempre de plantão.